Não gosto de concursos fotográficos, e isto alarga-se a muitos outros tipos de concursos criativos; são dos maiores embustes onde quem participa está crente na ilusão de promoção, de uma esperança vã de crédito reconhecido e possivelmente de um prémio (muitas vezes magro); mas na verdade não passam de uma forma fácil para quem os organiza, muitas vezes grandes empresas ou autarquias (ou como no caso abaixo, do novo concurso do Turismo de Lisboa), de obter conteúdos a um custo marginal, até porque muitas das vezes nem existe prémio monetário, tal como neste excerto das regras do novo concurso do Turismo de Lisboa:
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Cada autor deve mencionar especificamente, no respectivo email ou carta, que cede ao Turismo de Lisboa todos os direitos de utilização das imagens que enviar;
O Turismo de Lisboa poderá utilizar todas as imagens recepcionadas, sejam elas premiadas ou não;
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O prémio consiste na publicação de uma fotografia por mês, durante um ano, a partir de Novembro, na Revista Turismo de Lisboa-RTL, no Guia Follow Me e no site do Turismo de Lisboa. Será ainda atribuída uma peça em cerâmica, representativa de Lisboa, a cada um dos 12 vencedores;
via Visit Lisboa
A troco de um potencial destaque nos meios de comunicação da entidade e de uma mão cheia de peças de cerâmica para os vencedores, fica-se com um arquivo mais recheado de conteúdos sem quaisquer restrições ou limitações de utilização, conteúdos aos quais os autores abriram mão de todos os direitos de utilização, ainda por cima porque se tratam de todas as fotos a concurso e não só as doze vencedoras. Não querendo por em causa a má fé este concurso do Turismo de Lisboa, ou tantos outros, a verdade é que se trata de um bom negócio para algumas das partes, mas provavelmente não para todas…






