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Nov 09
Chrome OS, o sistema operativo só para a Internet
Texto publicado originalmente no Diário2
A Google sempre quis que os utilizadores estivessem permanentemente online. Com o Google Search criou o hábito de não ser preciso guardar nada encontrado na Internet, pois é sempre possível encontrar seja o que for, o Gmail foi o primeiro serviço de email de massas com espaço de armazenamento suficiente para não ser obrigatório apagar mensagens e o Google Docs leva o “Office” para fora do disco rígido. Um dos próximos passos da Google será um sistema operativo próprio, o Chrome OS, e como não podia deixar de ser será muito orientado para a web, mais do que os utilizadores provavelmente estarão habituados.
Apesar de o Chrome OS apenas estar previsto para daqui a algum tempo, a data estimada de lançamento é final de 2010, é já possível testar as suas funcionalidades através de uma versão de teste do Chromium OS, o projecto open source que lhe serve de base. E não poderia ser um sistema operativo mais simples e básico, e o facto de ter o mesmo nome do navegador da Google não deixa enganar: o sistema operativo é o navegador, e apenas o navegador. Não existem aplicações a instalar, não existem utilizadores a criar ou configurar.

O arranque, extremamente rápido, leva-nos a um ecrã de autenticação, onde obviamente são usadas as credenciais do Google (ou Google Apps) para iniciar o sistema. Após este passo temos apenas uma janela com o já conhecido navegador Chrome ligeiramente alterado: uma pequena página de inicial com acessos rápidos aos serviços da Google e as mais conhecidas redes sociais (Twitter, Facebook, etc.). E na verdade resume-se isto, não é possível instalar aplicações externas, tanto mais que núcleo do Chrome OS é iniciado em modo de leitura (um sinal muito claro da Google que trata-se de um sistema “virado para a cloud”), nem alterar definições que não as do navegador. Aqui as aplicações serão os sítios abertos nos separadores do navegador, os serviços estarão todos fora do computador e a única possibilidade de adicionar funcionalidade será através da biblioteca de extensões do Chrome.

E o que esperar do Chrome OS? Claramente não é um sistema para substituir o Windows MacOS, ou Linux. A aposta da Google vai para mudar o paradigma, para apenas usar serviços remotos no dia a dia, ou esperar que os utilizadores assumam que na verdade já fizeram essa mudança mas ainda não repararam. Ainda há muita especulação em torno do Chrome OS, mas o mais certo que nem sequer esteja disponível para instalação num computador normal, sendo apenas disponibilizado através de dispositivos específicos que não serão mais que netbooks baratos e sem disco rígido com o sistema operativo já incluído. Resta esperar mais um ano até sair a versão final.
PS – No MakeUseOf existe um excelente tutorial (em inglês) que mostra como testar o Chrome OS a partir de uma pen USB.



